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Tendências de marketing de influência para marcas em 2022 e muito mais

Nosso artigo tradicional de tendências em marketing de influência para marcas, vem para ajudar a elucidar um pouco mais sobre o ecossistema dos criadores de conteúdo e o contexto atual. 

Este setor tem ajudado e impactado milhares de pessoas e empresas ao redor do mundo nos últimos anos?  Afinal, o marketing de influência é de verdade tudo isso que comentam? Ele vai continuar em alta em 2022 e nos próximos anos? Por que o cachê de influenciadores aumentou tanto depois da pandemia? Que formato de conteúdo e campanhas funcionam mais? Como as marcas devem continuar inseridas neste contexto e o que levar em consideração na hora de se associar a alguns nomes e aprovar novas concepções de campanhas?

O fato é que a cada ano o setor de marketing de influência se profissionaliza e caminha a passos bem largos e com muita, muita pressa. Paralelamente as novidades das redes sociais e as mudanças no contexto da vivência humana, permeada pelos seus fatos históricos e avanço da tecnologia, a profissionalização exige que nos adaptemos a estas questões para entender verdadeiramente como tudo funciona e assim não pegar carona nas promessas furadas e investimentos sem nexo. 

Prova disso é a nova maneira que a pandemia nos apresentou para nos relacionarmos; cada vez mais digital, isolados, empoderados e conscientes do que queremos. As lições que aprendemos e adaptações de um novo mundo que surgiu a partir disso, nos dá atalhos para direcionar estrategicamente também as ações com influenciadores e na forma de conversarmos com o consumidor. Para que as campanhas possam funcionar a favor das marcas, exige-se um profundo conhecimento sobre os estímulos necessários que precisam ser criados nas ativações e suas mensagens para interagir com o público que queremos conversar. E isso parece ser bem desafiador, não é mesmo?

O certo é que algumas coisas não vão mudar tão cedo (pelo menos por enquanto), quando se diz respeito a construção de imagem e valor de marcas. O consumidor/ cliente quer saber mais sobre a atuação das empresas e seu impacto no planeta e na vida das pessoas, afinal, preservar a nossa existência é instintivo. Por isso, a opinião pública ainda dita as regras quando o assunto é reputação, por mais brilhante e notório que seja um produto ou serviço, tem que ser ético e justo.

Neste contexto, escolher muito bem os perfis de influencers que a marca vai se associar, continuará sendo uma das primeiras preocupações ao eleger um squad de influencers para transmitir suas mensagens.

Outro fato relevante é o conteúdo, a mensagem ou storytelling. E aqui, a temperatura pode esquentar de um minuto para o outro. Na pressa e urgência, muitas marcas confiam no conteúdo que cada influencer cria para sua campanha, mas estar atento a mensagem, tem que ser a segunda preocupação na hora de concordar e aprovar o formato da ação e conteúdo. Por mais criativo, especialista e inteligente que um criador de conteúdo seja, ele não tem bola de cristal para saber minuciosamente os objetivos da marca, histórico de atuação, análise de concorrência e mensagens-chave. Quem fornece isso é a marca por meio de seu departamento de comunicação ou agência contratada para gerenciar a ação.

Por outro lado, ainda persiste a visão curta de alguns profissionais que por serem responsáveis pelo budget de campanhas, opinam sem conhecimento e sensibilidade sobre conteúdos de marca pensando unicamente na venda. O erro aqui é não respeitar o “modus operandi” de cada creator que já conhece a dinâmica de sua comunidade. 

Por isso que ainda é imprescindível discutir a importância da cocriação de conteúdo, feita a quatro mãos: influenciador e marca. O marketing de influência, como qualquer outro tipo de marketing ou comunicação de marca, precisa ser estratégico, pensado e mensurado. Não adianta pedir para um influenciador postar o seu conteúdo no dia em que ele mais tem visibilidade e depois exigir engajamento se o conteúdo não conversa com seus seguidores

Tendo estes dois fatores absolutamente ajustados, podemos agora comentar sobre o que vai funcionar em 2022 e as tendências de comunicação para um futuro (bem) próximo.

Conteúdo autêntico

Se algo ajuda a acelerar o marketing de influência é a veracidade do conteúdo. O que as pessoas procuram é por referências que funcionem. Parece antigo ainda falar sobre conteúdo de empoderamento, mas não! Conforme o historiador Yuval Harari, seguindo seu raciocínio, as pessoas estão trocando suas velhas crenças por soluções eficientes para resolver problemas – de todas as ordens – com base nos avanços tecnológicos. O objetivo seria romper o sofrimento e barreiras que nos impedem de ser mais felizes, mais saudáveis a ponto a de alcançar a imortalidade e até, por que não, alcançar a divindade. 

Então se eu tenho um aplicativo que pode reduzir minhas rugas e olheiras e aparecer melhor em minhas fotos, por que não usar? Afinal, ficar mais bonito nos deixa mais felizes, certo? Se posso contar com suplementos alimentares para viver mais e melhor, por que não consumir estes produtos? Mas como usar e aplicar no dia a dia estas soluções? E isso só é possível por meio do conteúdo autêntico e experiência de marca.

Campanhas a longo prazo

Para fazer efeito, sabemos que uma mensagem não pode ser passada uma única vez. Dar mais perenidade e consistência aos conteúdos é premissa básica do marketing de influência desde que surgiu, mas a partir de agora, é irrevogável. Ter squads de influencers conversando por um período mais longo é bem efetivo e comprovamos aqui na AtitudeCom, em 2021, quando criamos a metodologia Breezy1

Uma das marcas que encomendou campanha com este método foi o arroz Tio João.  Contratamos um Squad de Influencers para uma Jornada de Influência de nove meses para que todos pudessem experienciar a marca, semanalmente, em suas rotinas. O relacionamento se dividiu entre a agência e os influencers e entre os influencers e seus seguidores. Nosso principal objetivo foi engajar os influenciadores, porque só assim eles poderiam engajar sua comunidade. O resultado da campanha foi exponencial, já que o Tio João oferece mais de 45 produtos, sendo que muitos eram desconhecidos do público. Foi possível demonstrar toda a diversidade das linhas, suas aplicações, vantagens e valor agregado de marca como sustentabilidade, segurança e inovação.

Dados e Análise

Necessários para qualquer marca ou creator, os dados trazem direcionamento, mas não é tudo. Saber analisar os números com base no comportamento da comunidade durante a campanha é o que pode trazer o ajuste necessário para atingir objetivos. Vale tentar novos formatos, e muitas vezes, os mais simples e criativos são os que interagem melhor. Na prática, já sabemos que só é possível criar pontes quando a comunidade está inserida. É preciso ter sempre em mente que a melhor maneira de ganhar a atenção do consumidor/cliente é permitindo que ele participe. Cupons, perguntas, experiências, prêmios e tudo que puder envolver a comunidade é fundamental para engajar. 

Embaixadores da Marca

Quantas marcas você consome em sua casa? Se eu te perguntar qual é a marca de sabão em pó que você utiliza, o que me diria? Tenho certeza de que você não troca frequentemente de marca como troca de meias diariamente. Certo? Mostrar inúmeras marcas no perfil, também não é nada bom para influenciadores digitais. A credibilidade dele cai perante seus seguidores, porque a maioria vai desconfiar se ele utiliza ou não de verdade cada produto que mostra. E se não utiliza, por que indicar? 

Este cenário fez despertar uma atenção e cuidado nos influenciadores preocupados com sua imagem e que defendem o conceito de mostrar apenas aqueles conteúdos genuínos. Com isso, no último ano, aqui na AtitudeCom algumas vezes não foi fácil fechar algumas parcerias com os perfis que mais faziam match com as marcas que atendemos. Ora porque o valor do influencer era excessivamente alto, ora porque já estava comprometido com o concorrente. A grande verdade é que o Brasil e o mundo não têm perfis suficientes para atender a demanda do marketing de influência. Este quadro é bem desenhado pela especialista do setor Bia Granja, que fala muito sobre a era do Creator Economy.

No mundo, 50 milhões de pessoas se consideram criadores de conteúdo. Juntos eles ajudaram o mercado a faturar cerca de U$ 13 bilhões no ano passado. Para 2022, a estimativa é U$ 25 bilhões conforme pesquisas da Forbes. Por conta desta demanda gigante, os valores dos cachês subiram. E não poderia ser diferente. São poucos os influencers especializados e que apresentam bom engajamento. 

Se associar a muitas marcas não é bom para nenhum perfil, então o ideal é se associar a marcas que os perfis usam e acreditam. Mas quanto vale um contrato de exclusividade?  O que temos aconselhado aos nossos clientes é: ao identificar o melhor perfil, ofereça uma boa parceria a longo prazo para que seja seu representante nas redes sociais, construindo juntos conteúdo de alto engajamento. A parceria aqui deve ser de mão dupla sempre. 

Atitude de Marca

Todas as tendências podem ser resumidas em uma só: criar atitude de marca. E isso significa humanizar cada vez mais as marcas por meio de tecnologias que só valem se forem demasiadamente aperfeiçoadas a ponto de não só entender as dores dos seus clientes, mas antecipar suas angústias gerando soluções instantâneas. Para que isso seja possível, as empresas precisarão investir muito, mas também saber escutar com sensibilidade. Contar com bons profissionais de relações públicas e comunicação e que estejam com o olhar atendo à inovação é o caminho mais curto para acertar. 

Absolutamente tudo que possa trazer mais equilíbrio e felicidade às pessoas por meio de interação, é tendência. As pessoas precisam estar dentro e ser o centro de todas as soluções. Cada vez mais live marketing, podcast, interação e entretenimento inteligentes por meio de conteúdos rápidos como vídeos super bem editados e todo formato de conteúdo que possibilite os seguidores estarem dentro de alguma forma. Resumindo: é preciso levar o público ao palco para que possa participar do show, mesmo que virtualmente. 

Metaverso

A cada curtida que damos no perfil de uma pessoa, estamos formando juntos o metaverso. E como desejamos eficiência, justiça e plenitude, em todos os sentidos – as máquinas conseguirão fazer isso com mais rapidez e exatidão. Então, as marcas precisam começar a desenhar e pensar em seus influencers virtuais e plataformas de interação por meio do conceito do metaverso.

Pensar em influencers virtuais como Miquela Sousa, que na verdade é um avatar, será imprescindível para qualquer marca em um determinado momento. Aliás, @lilimiquela já soma 3,1M no Instagram e faz parcerias somente com grandes marcas, como Prada e Spotify. E se você acha que uma imagem gerada por computador não tem força, a mesma influencer virtual gerou controvérsias e discussões, recentemente, por ter praticado um beijo gay em campanha da Calvin Klein. A mesma influencer conta com depoimentos de pessoas apaixonadas por ela, que não ficam um dia só sequer sem acompanhar seus posts. O que podemos dizer deste tipo de autoridade? 

admin

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