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Tendências de marketing de influência para 2021

O marketing de influência provou, definitivamente, que pode ser um grande aliado de marcas para alavancar vendas e ajudar na construção de imagem. Dez em cada dez empresas querem atuar com esta nova modalidade de fazer divulgação. Quem ainda não começou está sedento em conhecer mais e, definitivamente, acertar com um planejamento anual e que promova alto engajamento.

Mas, como tudo na vida, o sucesso do resultado depende de vários fatores e, um deles, todo mundo já sabe: encontrar o perfil ideal e desenhar um formato de campanha que esteja em total sintonia com o público que se quer atingir é a grande sacada.

Neste artigo, vamos explicar, de verdade, o que é marketing de influência e quais as principais tendências para 2021, já que ninguém tem tempo e nem dinheiro a perder.

O que é marketing de influência?

As redes sociais mudaram o comportamento das pessoas, refletindo em novas maneiras de pensar, agir e consumir. Neste contexto, surgiu um grande personagem, totalmente empoderado, construindo comunidades em grande escala influenciando fortemente as pessoas. Eles comentam e opinam, de maneira segura e convincente, em praticamente todas as áreas possíveis, por mais segmentada que seja. 

A magia está na grande conexão que os criadores de conteúdo digital conseguem estabelecer: pessoas comuns com as mesmas dores, problemas e obstáculos a serem vencidos e resolvidos, dos seus exércitos de seguidores. Fazer parte desta dinâmica, de forma orgânica e inteligente, tem sido um pote de ouro para muitas marcas. Mesmo assim, ainda é um setor novo, um universo a ser desbravado. A participação das marcas na cocriação de conteúdo e patrocínio de canais em multiplataformas é mais que uma oportunidade. Ela será indispensável no processo de construção de valor.  

 

Quais serão as tendências em 2021?

Cocriação: Se a palavra-chave é relacionamento para gerar conexão, toda marca precisa entender que relacionamento é troca. É preciso sair da zona do conforto dos “recebidos” e começar a cocriar conteúdo com os influencers. Dar subsídios para que consigam produzir conteúdo inteligente, além do óbvio, é a melhor forma de garantir engajamento. As marcas têm um papel fundamental que é a de ajudar a empoderar estes profissionais, pois poucos conseguem recursos suficientes para sustentar seus canais. Prova disso é que muitos estão há mais de dez anos construindo seus canais, sem ainda conseguir monetizar o suficiente para operacionalizar de forma eficiente. Se as marcas querem usar estes canais como um ativo poderoso de comunicação, por que não patrocinar? 

Formação: Se cocriar será o grande diferencial, é inteligente que as marcas invistam mais na formação destes profissionais. Lembro que, quando comecei minha carreira, aos 23 anos de idade, a Avon mantinha uma clínica de formação para jornalistas interessados em escrever sobre beleza. As aulas e palestras eram gratuitas, é claro, patrocinadas pela marca em um dos seus endereços, em São Paulo (aliás, um lugar lindo onde erámos recebidos com um maravilhoso brunch), ministradas pela dermatologista Denise Steiner, um baita nome no setor. Foi uma das melhores coisas que aconteceu no início da minha vida profissional e, logo depois, conquistei um cargo de editora em uma revista sobre o assunto, porque essa formação me trouxe empoderamento. Até hoje, depois de 30 anos, guardo um carinho enorme pela marca. Ficou registrado!

Experiência: quer um caminho mais eficiente do que proporcionar uma imersão no conceito de um novo serviço ou produto? A maioria das marcas só faz isso enviando um gift box para os influenciadores. Mas, imagine ir além, criando uma situação ou evento diferenciado para que o seu aliado possa experienciar, de uma maneira inusitada, o seu lançamento e conceito da marca e transmitir isso em forma de emoção para seus seguidores. Usar os cinco sentidos em uma campanha bem formatada, pode ser uma oportunidade única de empreendedorismo e alcance exponencial.

Comunidade: a abundância de informação também traz confusão e estresse. Um ambiente digital focado e especializado nos assuntos em que, verdadeiramente, interessem a um público específico, pode ser convidativo, gerando confiança e empatia. Pense na possibilidade de “recrutar” pessoas com os mesmos interesses e abrir discussões de amplitude significativa e transformadora envolvendo o seu segmento.

Entretenimento: assegurar a atenção de um público, em um mundo que não se aquieta e com abundância de informação, vai ser uma tarefa cada vez mais complexa. Eu diria que as palavras-chave aqui são criatividade e empatia. As conexões verdadeiras só podem acontecer por meio de relacionamentos genuínos, que constroem relações inspiradoras e legítimas. Neste contexto, o uso do storytelling em produções de filmes inteligentes já é o principal diferencial das grandes marcas. Investir nesta área é mais do que importante, se tornou imprescindível.

Transmissão ao vivo: a interação é uma poderosa ferramenta de conexão. Estar no ambiente digital é obrigatoriedade. Então como inovar? A solidão inerente das novas gerações está sendo rompida com as plataformas como a Twitch. A conexão que os streamers alcançam com sua comunidade é algo fascinante. Prova disso é que muitos desenvolvem seus canais e conseguem sobreviver por meio de doações de seus seguidores, que entendem que a troca é mais do que justa. As marcas podem entrar nesta dimensão, proporcionando escopos de divulgação e patrocínio. As chances da legião de seguidores se tornar uma comunidade de fiéis escudos da marca, pela cumplicidade com seus líderes, é enorme.  

Damaris Lago

Jornalista e CEO da AtitudeCom Comunicação Estratégica

damaris@atitudecom.com.br

admin

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