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Por que um influenciador digital deve fazer seu registro de marca?

Embora a produção de conteúdo nos meios digitais seja considerada uma profissão nova, em que muitos entraram sem grandes pretensões, a cada dia, crescem os perfis de influenciadores que fazem disso um negócio. Apresentam novidades, lançam tendências, e o número de seguidores aumenta com o passar do tempo.

Independente da área que decidiram trilhar, seja com um foco voltado para vida saudável, novos produtos que chegam ao país, assuntos de moda e beleza, mundo geek, enfim, o influenciador digital, à medida que amplia seu alcance e engajamento, passa a ser visto como uma marca – e isso vale para seu nome, seu canal e tudo que esteja relacionado a isso, como a identidade visual, o bordão, os jargões, logotipo e conteúdo criado.

Como um influenciador constrói a sua imagem?

A construção da imagem é um processo que acontece em médio e longo prazo, muitas vezes, são anos de dedicação para chegar ao tão sonhado reconhecimento. Mas como proteger esse patrimônio virtual? Até porque, basta um pequeno deslize para que tudo isso se perca em questões de horas. 

Por isso, é tão importante que o influenciador digital faça seu registro de marca junto ao INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial. Além de proteger sua reputação, ganhar a confiança dos seguidores e de outras marcas com que ele faz parcerias comerciais, o registro evita que outros perfis se aproveitem de sua fama e criem canais similares, ou ainda, comercializem produtos que levem a relevância de sua imagem. 

Por onde começar?

O primeiro passo para obter esse registro é entender se a marca é um produto ou serviço, para então encaixá-la na classificação correta. O INPI adota o sistema de classificação internacional NICE, que apresenta 45 classes, sendo de 01 a 34 para produtos e de 35 a 45 para serviços. É possível obter a classificação em mais de uma classe, desde que faça sentido para o nicho de atuação. Desta forma, a marca fica blindada de futuros concorrentes, perfis mal-intencionados e tenha sua imagem protegida da utilização aleatória pelas mais variadas classes de produtos. 

Há ainda a possibilidade de existir a mesma denominação para mais de uma marca, desde que atuem em setores diferentes. A exceção à regra fica por conta das marcas de alto renome, que são protegidas por todas as classificações. Estabelecidas por lei (art. 125 Lei 9.279/96), as marcas de alto renome são aquelas que alcançaram um patamar de reconhecimento  no mercado de maneira geral e não permitem que existam outras empresas ou produtos que utilizem a mesma nomenclatura ou outras características, ainda que em segmentos distintos. Mas para que isso aconteça, é preciso passar por um processo de registro específico. Até o momento, não existem influenciadores digitais nessa categoria, no entanto, se as relações digitais continuarem nesse ritmo, trata-se de uma questão de tempo para que eles também conquistem esse posicionamento.

admin

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